A "Proteína de Deus": a substância que está fazendo paralíticos voltarem a andar.
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Uma descoberta brasileira tem ganhado destaque por sua capacidade de oferecer esperança a pacientes com lesões medulares: a polilaminina. Chamada pela doutora responsável pela pesquisa em entrevista a um podcast de "Proteína de Deus" devido ao seu formato natural em cruz, essa molécula é a base de um tratamento experimental que busca reconectar fibras nervosas e restaurar movimentos em pessoas com paralisia.
O Estudo: O Poder da Polilaminina
A laminina é uma proteína naturalmente presente em nosso corpo, funcionando como uma espécie de "cola" que une as células e ajuda na formação dos tecidos. No entanto, em sua forma natural, ela não é suficiente para regenerar a medula espinhal após um trauma grave.
A inovação liderada por pesquisadores brasileiros consistiu em criar uma versão polimerizada (polilaminina). Essa substância forma uma rede tridimensional estável que serve como um "andaime" ou trilho para que os neurônios voltem a crescer e atravessem a área lesionada.
Mecanismo: A polilaminina estimula a plasticidade neural e reduz a cicatriz que impede a regeneração nervosa.
Resultados: Em testes com animais e casos experimentais em humanos, observou-se a recuperação de funções motoras e sensoriais que eram consideradas perdidas.
Ficha Técnica: A Mente por Trás da Pesquisa
Nome: Tatiana Coelho Sampaio.
Formação: Bióloga e Neurocientista.
Instituição: Professora Associada do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ).
Contribuição: É a principal desenvolvedora da polilaminina. Dedicou décadas ao estudo da matriz extracelular e como ela influencia o sistema nervoso. Sua abordagem foca em transformar o ambiente da lesão para torná-lo propício à cura, em vez de focar apenas nas células nervosas em si.
O Caso de Sucesso: O Paciente que Voltou a Andar
Embora existam vários estudos, um dos casos mais emblemáticos associados a essa linha de pesquisa (e frequentemente citado em reportagens) é o de pacientes que participaram de protocolos experimentais de reabilitação intensa combinada com terapias biológicas.
O Paciente: Um dos casos mais famosos no Brasil é o de Ex-atletas ou voluntários que, após lesões completas de medula, recuperaram movimentos voluntários e sensibilidade.
O Processo: O tratamento não é uma "pílula mágica", mas sim a aplicação da polilaminina aliada a um regime rigoroso de fisioterapia e estimulação elétrica.
Resultado: A recuperação da marcha (voltar a andar), ainda que com auxílio de andadores ou órteses, representa um marco científico, já que a medicina tradicional costumava classificar essas lesões como irreversíveis.
Em entrevista recente a um podcast, a Dra. Tatiana Coelho conversa com uma senhora (que demonstra grande entusiasmo). O diálogo foca na curiosidade estética e simbólica da molécula:
O Formato de Cruz: Tatiana explica que a laminina tem, estruturalmente, o formato de uma cruz. Por ser a proteína que "segura tudo no lugar" no corpo humano, muitos a chamam de "Proteína de Deus".
Polilaminina vs. Laminina: Ela esclarece que a polilaminina (a versão usada no tratamento) é como se fossem várias dessas cruzes "de mãos dadas", formando uma corrente ou um rosário.
A Reação: A interlocutora fica visivelmente emocionada ao ver a imagem no celular, destacando como a ciência pode ter conexões profundas com a espiritualidade para algumas pessoas.
O Segredo Científico: Tatiana brinca sobre o fato de a notícia ainda não ter "estourado" massivamente, sugerindo que, quando o público em geral associar o formato de cruz à regeneração da vida, o interesse será avassalador.
Assista ao trecho da entrevista:










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